ELEIÇÕES – Dados estatísticos

Terminado mais um período eleitoral no nosso clube deixamos aqui uma pequena análise comparativa das eleições dos últimos anos.

Evolução da Participação em Eleições

Evolução dos votos do Vencedor vs Vencido (em anos com mais que duas listas foi considerada a 2ª mais votada)

Evolução dos votos Inválidos (Brancos + Nulos)

202620252022201920182015201220102007200420032000
Votantes664263296637708372741319526354185681678060677099
Vencedor (Nº Votos)202856584148358437321214313433123754570239794493
Vencedor (%)30,53%89,40%62,50%50,60%51,30%92,03%59,55%61,00%66,07%84,10%66,00%63,00%
Vencido (Nº Votos)20264491243220233900181417211223104119682573
Vencido (%)30,50%7,09%18,73%31,09%46,60%0,00%34,47%31,00%21,52%15,35%32,00%36,00%
Votos Brancos (Nº Votos)14815457719486254326140
Votos Brancos (%)2,23%2,43%0,86%1,00%1,29%6,52%4,83%6,00%2,46%
Votos Nulos (Nº Votos)216828375819615939
Votos Nulos (%)0,32%1,07%0,42%0,52%0,79%1,44%1,16%1,00%0,68%
Brancos + Nulos (Nº Votos)169222851081521053153851793712171
Brancos + Nulos (%)2,54%3,50%1,28%1,52%2,08%7,96%5,99%7,00%3,14%0,54%2,00%1,00%

A menor margem e a maior minoria:

Nunca houve nada assim. O vencedor ganhou por apenas 2 votos (2028 vs 2026). Mas o dado mais impressionante é a percentagem: o presidente foi eleito com apenas 30,53% dos votos.

O contraste histórico:

Para termos noção, em todas as outras eleições deste século (exceto 2019 e a margem tangencial de 2018), o vencedor conseguiu sempre mais de 59% dos votos. Em 2026, o Vitória passou a ser liderado por um presidente que teve a oposição de quase 70% dos votantes nas urnas, fruto de uma fragmentação em 4 listas.

O pico de 2018:

Continua a ser o teto absoluto da história do clube com 7.274 votantes. Foi o reflexo de um confronto direto titânico e polarizado (Júlio Mendes vs Júlio Vieira de Castro), onde a diferença foi curta (46,60% para o vencido).

A ressaca de 2015:

O extremo oposto. Sem concorrência (lista única de Júlio Mendes), registou-se o mínimo histórico do século com 1.319 votantes.

O pico de contestação em 2010:

Foi o ano em que o voto de protesto atingiu o máximo histórico absoluto, com 385 votos brancos e nulos (7% do total). Foi o ano da reeleição de Emílio Macedo, marcada por forte contestação interna.

2015, o protesto percentual:

Em termos percentuais, 2015 detém o recorde com 7,96%. Mas como a votação geral foi minúscula (apenas 1.319 pessoas), em termos de votos reais foram apenas 105. Isto prova que em 2010 a indignação foi mais ativa (as pessoas deram-se ao trabalho de ir ao pavilhão só para votar nulo/branco) do que em 2015 (onde a maioria simplesmente optou pela abstenção).

A Estabilidade Coesa da Era Pimenta Machado:

Nas eleições de 2000 e 2003, que fecham o ciclo de Pimenta Machado, há uma consistência impressionante. A massa votante mantinha-se sempre muito alta e leal (acima dos 6.000 associados) e o presidente garantia vitórias sólidas na casa dos 63% a 66%. A transição em 2004 para Vítor Magalhães ainda aproveitou essa onda de enorme mobilização (6.780 votantes) dando-lhe a segunda maior vitória percentual do século (84,10%).

Instabilidade directiva:

Em 26 anos houve 12 eleições, o que significa que a duração média dos mandatos é de 2 anos e 2 meses.

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